Quase três meses, três sons

by on quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Ultimamente tenho feito tanta coisa, mas a exaustidão tem o seu lado bom, me puxa para sons que na preguiça das semanas sem rotina não aparecem. Esse comecinho de ano em questão, tenho ouvido bastante coisa, vou dividir três deles, que talvez vocês não conheçam!

Há algo tão imenso em Antony Hegarty, e não é apenas a sua voz melancólica, é algo muito maior, que talvez eu ainda nem tenha descoberto, ou tenha e simplesmente não lembro mais. A arte da Antony and the Johnsons é momentânea, não é para todo momento, você só a entenderá quando sua mente estiver navegando no mesmo mar. Mar opulento, mar rebelde, mar carregado de você.

As obras são todas honestas, todas na mesma intensidade, não importa sobre qual dor estejam falando. Não existe música mais interessante do que as que passeiam pela particularidade de quem as interpretam, e Antony que beira quase o infinito, nos consegue levar para o seu particular. Ele ajoelha, nós nos ajoelhamos, ele chora, nós choramos, ele grita, nós gritamos.

Eu nunca tinha me entregado tanto ao trabalho, o conheci com o trabalho com o Reed, e pela estética que traduz exatamente tudo, o cheio.

Hegarty também já trabalhou com a Bjork algumas vezes, inclusive recentemente no álbum 'Vulnicura'. Ele é o vocal masculino que preenche aquele corpo.





O Sondre Lerch também consegue me persuadir com a sua particularidade, seus álbuns para muitos são do tipo 'cansativos', mas eu gosto. Ou apenas estou gostando mais nesse começo de ano. Suas músicas soam muito parecidas, o que ás vezes entendia o seu ouvinte, mas eu adoro esse tédio. Essa leveza absurda, esse sentimento absurdo, essas músicas absurdas formam um único laço. Ele não é sujo, faz o bom moço, se arrisca no seu jazzy rock, no seu indie, mas eu já disse, eu adoro! São esses tipos de música que me acolhem quando eu estou exausto mas insisto em ficar mais tempo com o notebook encostado no meu peito enquanto reluto.


O baterista do Bon Iver materializou sua arte própria. S. Carey tem um dos álbuns que a minha exaustidão mais odeia, 'Range of Light' a detona. Seus sons se conectam com o espaço ao seu redor, parece preencher cada buraco, invade tudo! Para no final te prender em sua áurea delicada.

Simplesmente deixo as canções me carregaram, quero que elas me apresentem os lugares que ainda não pisei, tais lugares que não são desconhecidos, eu só os ignoro. Gosto de música assim, que me preenche, que não brinca apenas com o súbito, mas com o corpo todo, a sensação proposta vem do pé até o último fio de cabelo. Arrepia!




Espero que algo bata com o seu espirito atual, com a sua exaustidão seja física ou emocional. Todos nós estamos cansados de algo. 

Março terá muitas novidades! Novos projetos, entrevistas, novidades.

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