Let's talk about iamamiwhoami + plus dois artistas que eu to fissurado

by on quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Eu sempre tive uma 'pira' nesses projetos audiovisuais, mas sempre me contive em não entrar muito em certos, são sempre uma viagem sem volta. Mas iamamiwhoami com certeza é um dos meus favoritos, como a própria Jonna Lee define: uma entidade sonora e visual.

A sensação que é provocada ao entrar em contato com ele é densa, sinistra e confusa, muito confusa. Os primeiros passos do nascimento foram carregados de mistério, ninguém sabia quem encabeçava a tal façanha e a tal proposta de sonoridade nova. 'Bounty' é um dos álbuns mais complexos e carregados que eu já ouvi, me deixa inquieto, raramente consigo ouvi-lo inteiro e raramente tento entendê-lo, aliás nunca procurei tanto, sei que a proposta é fascinante, abarrotada de simbologias e tudo mais, mas gosto de criar a minha percepção única e com certeza a deixo dominar quando o assunto é o 'Bounty'.

'Kin' é o meu favorito. Eu, diferente de muitos, o considero o mais sombrio e é talvez isso que me faz se sentir aconchegado nele, e também por trazer algumas respostas do ciclo proposto anteriormente. Sim, o álbum traz uma crescente comercial indagável, e foi bem crucificado por isso, mas o que conta é a minha relação com o sonoro presente no álbum. O visual é incrível, o entrelaço me deixa louco, me faz sentir uma constante fuga com uma persona incrédula que habita em mim, e é por isso que o considero o mais sombrio, pela relação que o álbum se propôs a ter comigo. É muito aconselhável se ouvir esse álbum com uma frequência pequena, e com intervalos gulosos, ele é mortífero.

A lucidez é traiçoeira e vontade é corrosiva, Kin tem uma subjetividade absurda, é machucar o consciente de cada um e provocar o seu próprio cubo. A sensação proposta no álbum requer uma sensibilidade extrema ou apenas estar demasiado cansado de algo, ou da vida. Eu ouço o álbum quando os meus dentes começam a ranger, quando começa a previsão de uma possível crise de identidade. E eu vejo isso muito no projeto na fase Kin, essa briga consigo mesmo, uma briga com os pensamentos perdidos de uma alma encubada pela razão de viver.


Eu ainda não absorvi muito o novo álbum dela, 'Blue', que lançou hoje, mas pelas três vezes que eu o ouvi o sentimento que predominou foi a nostalgia e eu não consigo explicar muito bem porquê. Na primeira vez que eu o ouvi, até lágrimas caíram, mas não foi exatamente por uma relação que eu tive com as letras, mas sim pelo instrumental e os clipes, tudo me deixou muito mal, lembranças chegaram.

'Blue' com certeza é o mais fraco em relação aos outros dois, ele alcança um patamar de calmaria, é como se a a perplexidade e a agressividade dos anteriores encontrasse o paraíso existencial.

Eu gosto da Jonna, se era que vocês queriam tanto saber, mas ás vezes o bucólico e a agressividade me cansam. Mas não a diminui.


Tem outros dois artistas que eu queria apresentar e que de certa forma se assemelham nas sensações propostas, um é o eletrônico Clark, que eu não sei muito sobre ele e o outro já é mais 'conhecido', Arca! Ele já produziu Kanye e FKA Twigs, além de estar no próximo álbum da Björk!

Arca é batizado por batidas quebradas e agressivas, nos propondo um exercício mental a cada som emitido. Chega a ser bem bizarro e agoniante, de se ouvir em uma madrugada acompanhado da solidão.



Clark, britânico, figura desconhecido para mim, mas o som dele já virou meu amigo.




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