A delicadeza, ainda ácida, de Lana Del Rey no EP 'No Kung Fu'

by on sábado, 4 de outubro de 2014


Sinto uma necessidade absurda de falar sobre o EP 'No Kung Fu' da Lana aqui no blog há meses. Minha última resenha de um trabalho dela é caracterizado pela sua notável tristeza em absolutamente tudo que compõe. E sim, tem tristeza nesse também.

Com Ultraviolence sentimos as guitarras elétricas ácidas do vocalista do Black Keys e suas bases orquestrais, em 'Born To Die' a urgência de algo teatral e a delicadeza em vocais bem encaixados que caminham com uma sede pela América. Agora no EP, você vê os primeiros passos de um futuro 'Born To Die' e um rascunho bem rascunho de um futuro 'Ultraviolence', tudo é tão natural, é a primeira dose para uma futura obsessão, a tentativa de conquistar algo, ou de despistar alguma dor. Ela escreve sobre o mesmo desejo de sempre, mas ela clama por alguém que ainda ela não tinha, diferente dos últimos trabalhos.

O teor mais amador nos remete aos vídeos caseiros jogados pela Lana na internet (os meus favoritos). São 6 faixas, incluindo 'Yayo' em uma das suas primeiras versões.

É interessante percebemos que desde os seus primeiros trabalhos tudo é sempre abarrotado de referências sobre o mundo, seja qual mundo for, Lana parece que viveu com uma cadernetinha sua vida toda, anotando tudo e absorvendo um pouquinho de cada para jogar em seus trabalhos e criar uma obra que permanecerá sempre atemporal. Como sempre se é dito, poderíamos ter conhecido Lana nos anos 60, mas felizmente ela ainda é uma cria desses anos remotos.
O EP não se encontra a venda, mas dá pra baixar em milhões de sites por aí.

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