Sinto uma necessidade absurda de falar sobre o EP 'No Kung Fu' da Lana aqui no blog há meses. Minha última resenha de um trabalho dela é caracterizado pela sua notável tristeza em absolutamente tudo que compõe. E sim, tem tristeza nesse também.
Com Ultraviolence sentimos as guitarras elétricas ácidas do vocalista do Black Keys e suas bases orquestrais, em 'Born To Die' a urgência de algo teatral e a delicadeza em vocais bem encaixados que caminham com uma sede pela América. Agora no EP, você vê os primeiros passos de um futuro 'Born To Die' e um rascunho bem rascunho de um futuro 'Ultraviolence', tudo é tão natural, é a primeira dose para uma futura obsessão, a tentativa de conquistar algo, ou de despistar alguma dor. Ela escreve sobre o mesmo desejo de sempre, mas ela clama por alguém que ainda ela não tinha, diferente dos últimos trabalhos.
O teor mais amador nos remete aos vídeos caseiros jogados pela Lana na internet (os meus favoritos). São 6 faixas, incluindo 'Yayo' em uma das suas primeiras versões.
