Do me a favour #2

by on sábado, 12 de julho de 2014



Meu lema de vida vem de David Bowie: 'Turn and face the strange'. E isso é tão controverso pelo fato de eu ser uma das pessoas mais medrosas do mundo, ser quase um bipolar e não arriscar em nada. Ser mudo para os sonhos e ser surdo para vida.

E acho que isso é uma coisa que afeta a maioria dos jovens de qualquer idade (afinal, jovem não tem haver com idade e sim espirito), o encarar o estranho e o quanto isso mexe com a gente. Nós nascemos com o comodismo, principalmente se nascemos com uma vida estável, um pai, uma mãe e algum animal, entende? Até certa idade tudo é traçado para gente, e quando algum sonho bate na nossa porta sempre vem 'ah deixa pra mais tarde, sou novo demais'. Mas a vida não é assim, o mais tarde é apenas uma desculpa para não se assumir um medo, e quanto mais você o deixa te consumir, mais o tempo passa, mais sua vida se evacua e mais fraco você fica, até que chega um ponto onde não há mais como encarar o câncer que devorou todo o seu órgão - metáfora fajuta, porém potente -, e por quê? Por que somos assim? Por que não encaramos a porra do estranho e vamos viver nosso sonho seja lá qual for? É porque não acreditamos na gente, quando eu vejo entrevistas de pessoas que lutaram pelo o que elas querem, sempre vejo o quanto eles acreditaram em si mesmos, o quanto de 'eu posso' e 'eu consigo' estava impregnado na mente dessas pessoas, aí você para e olha para si mesmo e vê que nem você mesmo acredita no seu potencial. Não temos forças para correr atrás, mas temos sonhos, milhares até. E de quem é a culpa disso tudo? Nossa? Eu não sei. Eu não sei. 
E eu quero saber.

Mudando de assunto, o que eu tenho ouvido:

George Ezra é um daqueles achados ingleses que quando se captura essência simples e potente você se perde na viagem que a sua música é capaz de proporcionar. Já o amo desde o ano passado, quando ele começou aparecer em listas como a 'Sound of 2014' da BBC. Mas não estava afim de falar sobre o garoto, até agora, quando ouvi o seu álbum de estreia completo, o 'Wanted on Voyage'.

Seu som beira ao marginal blues dos 20' e com as inevitáveis comparações com Nick Cave, Bob Dylan e cruelmente com Jake Bugg, mas não, parem, ambos são interessantes, mas Ezra tem sua personalidade e não precisa fugir dessas comparações, sua música traz uma sensação de conforto, tristeza e poder.


Combinações das quais eu não estou precisando, não necessariamente nessa ordem, não necessariamente a tristeza para ser sincero. Mas parece que o poder que eu encontro nas canções vem acompanhado dela, é uma sina.

Em relação á isso, eu fico pensando em tudo o que eu vejo e ouço e mesmo que seja em uma simples frase ou sei lá em um minuto de um filme tem algo que eu estava procurando dentro de mim. Isso ficou confuso, mas é meio que uma outra sina que temos, ás vezes buscamos 'tapas na cara' até dentro de músicas ou filmes, ou qualquer coisa. É meio que a música do Bowie mesmo, eu sei que eu tenho que me virar e encarar meus medos, mas soa mais fácil e encorajador quando o David Bowie fala para mim. E sobre o Ezra, as minhas fantasias sobre amor ou sobre alguém são todas descritas por ele. Vocês sentem isso? Se não pararam para pensar, pensem. Ou se isso é muito óbvio, relevem.

 

Pra finalizar, essas coisas foram escritas em vários dias diferentes, então talvez não se encaixem, e não há motivos para se encaixar. No momento só estou pensando o quão sou estúpido e o quanto a vida é estúpida. E vocês? Como estão?





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