Os melhores álbuns de 2014 até agora

by on sexta-feira, 27 de junho de 2014



No último ano, 2013, fiz um 'Melhores Álbunsque teve Bowie, Lorde, Sky, Kanye etc. Esse ano irei fazer duas postagens, uma agora e outra lá pra dezembro. Não necessariamente um TOP, só menções dos álbuns que mais agradaram meus ouvidos.

'St Vincent' - St Vincent.
Porra. Não há como começar falar desse disco sem essa palavra, ah e claro 'como assim?'. Como assim esse álbum foi tão ignorado por certa parte da blogosfera? St Vincent é o álbum de estreia da Annie como St.! A cantora mostra cenários que se contradizem o tempo todo com os trabalhos anteriores, mas que nos entregam uma persona com um tom de grandeza e músicas rock alternativas inteligentes com sua comunhão de arranjos melancólicos e quase inaudíveis como nas minha faixas favoritas 'Birth In Reverse' e 'Several Crossed Fingers'. Se você não baixou e ouviu essa obra, corre que ainda dá tempo. A cantora ainda deve passar no Brasil até o fim do ano. Será que estou preparado?


'Ultraviolence' - Lana Del Rey
A saudosa dose da tristeza da Lana foi suficiente para fazer com que ela aparecesse nessa lista! Sua poesia não está tão mais glamourosa, está forte, está sólida. Como eu disse na minha review do álbum: "Sua adoração por pessoas mortas, sua vivacidade ao carregar a bandeira do Estados Unidos, seus jeans rasgados e seus lábios provocantes ainda estão lá, estão lá preparados para te entregar mais da Lana, e mostrar que pode parecer impossível, mas essa mulher é uma fonte inesgotável de poesia, onde só será parada quando a morte chegar." E não há o que falar do arranjo proposto nessa nova fase, nas guitarras absurdas e deliciosas, da produção de algumas músicas do Dan do 'The Black Keys'. Não amar esse álbum é realmente difícil.



'I Never Learn' - Lykke Li
O fechamento da trilogia de Li começada em 2008 tem e deve estar na lista dos melhores álbuns desse ano!
Lykke Li, a melancólica cantora sueca nos leva para o interior de sua música com o seu novo álbum, 'I Never Learn'. Com os últimos trabalhos da cantora eu sempre senti que ela conseguia compreender todos os meus monstros internos, resgatando tudo o que eu sentia e colocando para fora, nesse novo álbum parece que eu estou entendendo ela. Lykke nos confessa suas dores e nos chama para mergulhar no seu mar escuro recheado de um lírico sorumbático que só Li consegue extravasar. Ela tem uma incessante necessidade de nos acorrentar em seu mundo, e eu simplesmente amo isso.


'No Mythologies To Follow', o debut da MØ
consegue usar as mais diversas ferramentas para gerar uma música sólida, tudo é grandioso ali, desde sua 'Dust is Gone' a sua 'Don't Wanna Dance'. É tudo tão doce, tão dançante e provocante, sua poesia consegue nos puxar para o universo dela, uma coisa não tão sombria e instigante que eu estou acostumado a ouvir, mas sim um universo de uma garota que passa a maioria do seu tempo em seu quarto baixando discos do Sonic Youth e delirando por um galã de um filme adolescente dos anos 80. Não há o que falar das composições da dinamarquesa, sonhos não conquistados, sobriedade e o desequilíbrio. Ela foge, foge de tudo que não prega a liberdade, ela foge do conforto, foge da sensação de precisar de algo mais do que ela mesma. É só ela, ela e ela. Claro que há umas controversas, uma confusão como na canção 'Slow Love', mas ela encontra o seu eu perdido em canções como a 'Waste of Time'. Se você pegou sua bandeira dos 'Daydreamers' para balançar quando ouviu o 'Bikini Daze', no 'No Mythologies To Follow' você não precisará dela. MØ deixou você entrar um pouquinho no seu mundo quando te ofereceu o EP, agora com o álbum, é hora de você criar sua própria nação.


Menções honrosas (sempre quis escrever isso): 'Salad Days' - Mac DeMarco, 'Vista pro Mar' - Silva, 'Here and Nowhere Else' - Cloud Nothings, 'To Be Kind' - Swans, 'Girls' - Pharrell, 'The New Classic' - Iggy Azalea e 'Donker Mag' - Die Antwoord.

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