Caralho, quanto tempo que eu não apresento uns artistas aqui para vocês, né? Hoje me deu vontade.
Irei apresentar artistas de vários gêneros, provando que alguns sons ainda não estão mortos.
O tema dessa postagem é a solidão. Vide a nova capa da página. É muito complexo como a solidão esteve e está tão presente na música, uma coisa tão pessoal e tão fácil de manipular, ás vezes ouvir uma música é meio que a ferramente que falta para espantar o monstro que está dormindo no seu quarto escuro. E músicas assim são complexas e corrosivas ao mesmo tempo, ninguém é capaz de saber o efeito que coisas desse porte vão causar nas pessoas, não é sempre que elas nos ajudam, ás vezes nos afundam mais e mais. Então esteja preparado.
Serei bem breve na descrição dos artistas e de suas músicas. Encare eles da forma que quiser.
Quero começar com a Owlle, que é a mais famosa desses. A cantora francesa é extremamente oitentista, seu synth pop fica agarrado na 'penumbra' da minha mente. Ela já veio pro Brasil ano passado e tem um hit, chamado "Ticky Ticky', mas as minhas favoritas são Disorder e Free.
A próxima é Marika Hackman. A cantora, compositora e multi-instrumentista é inglesa e suga sua leveza, transformando os sons que sua audição capta em sons fortes e melancólicos. Furacão. Eu já tinha ouvido falar do nome dela há muito tempo, já tinha estreado em uma campanha da Burberry há um tempo, ao lado do George Craig (de uma banda também muito foda!). Mas foi desses tempos para cá, que uma amiga me indicou mais, que eu fui dar atenção para a moça. Triste que sons da alma não viram. Não desce para todos.
O próximo é James Bay, conheci ele no Facebook mesmo, xeretando o facebook de uma amiga inglesa e me deparo com a solidão do Bay. Seu som é cru e cruel, ele tem a alma que artistas do mesmo gênero não consegue compartilhar. Ele só tem seu violão. E sua voz. Só deixo vocês com o cover dele de 'Forever' de HAIM.
Preciso pedir licença e iniciá-los a cantora Moko, sua música é um ensaio sobre se sentir só, mas com a pegada sagaz do R&B, seu mezzo é extremamente cativante, e vai te fazer sair de onde está para dançar. Dançar com você mesmo.
Pra encerrar, a viagem de Sharon Van Etten, ela já é conhecida, mas bem, seu álbum é novo, e quero indica-lo na verdade. Sua poesia é devota ao amor, "Are we There' dialoga com a relação entre a fase sentimental que a cantora chegou. A fase adulta. Seus últimos trabalhos eram tão mais confusos e esse já é bem mais sustentado e firme.
