Thalles é um garoto que deve estar nesse blog, sério. Acho a ideologia, a forma como ele pensa muito parecida com esse universo. Principalmente a forma que ele despeja em suas canções, que podem ser encontradas no seu primeiro trabalho musicalmente, o EP 'That's What We Were Made For'. Um confuso e certeiro trabalho. E acho que a forma com que ele brinca (não sei se brincar pode ser a palavra certa, btw) com a juventude faz com que ele devesse estar nesse especial.
Saca só o que se passa pela mente desse jovem quando questionei "Como é o teu processo de composição? Fiquei curioso lendo a letra da tua música 'Everybody Dies'. Senti uma coisa meio interna. Foi fácil trabalhar nela? Há cantores que compõem em uma hora, em uma madrugada, em minutos. Como é pra você?"
"Meu processo de criação, em geral, é meio caótico. E não é diferente com a música. Sempre quando estou compondo uma música, fico desesperado achando que é a última música que eu vou escrever na vida e que nunca mais terei ideias e inspiração. Mas o meu estoque de inspiração é grande (ainda bem) e sempre escrevo músicas novas. Sobre o processo de composição de “Everybody Dies”, foi muito rápido. Não digo fácil, pois o tema da música não é fácil. Mas é um assunto muito claro na minha cabeça. Tem um texto do Antonio Prata que eu gosto bastante:
E acho que é isso mesmo. E foi uma das músicas mais rápidas, pois escrevi em uma madrugada. Era como se ela já estivesse pronta há muito tempo."
Acho que lidar com a morte é um dos temas mais complexos e assustadores que se passam nas nossas mentes. Jovens geralmente não pensam na morte, afinal, sempre ela estará longe. Mas quando ela bate na nossa cabeça, quando os fantasmas começam assoviar em nossa mente para pensar sobre, é como um choque. Pensar que vamos embora, para um lugar que mal sabemos onde é. Adeus não é fácil.
Ser jovem e pensar na morte, estão aí duas coisas complicadas.
Outra coisa que me bate é a nossa relação entre felicidade e tristeza. Como muitas vezes podemos estar simplesmente felizes e tristes. E não sabemos o porquê!!!!!! É tudo uma coisa da adolescência?!?!?
E quando se é o Thalles, é mais fácil escrever sobre a felicidade ou sobre a tristeza?
"Não sei. Não costumo classificar as minhas músicas em alegres ou tristes. Certa vez, alguém me escreveu assim: “Você escreve triste, mas canta alegre”. Mas acho que o inverso também acontece. Escrevo alegre, mas canto triste. Gosto dessa contradição. A vida é meio assim, contraditória."
Esta aí a contradição que eu citei acima. A contradição que está presente sempre nas nossas vidas, mas acho que essa questão pega mais do que a adolescência! É como ele citou, a vida em si, não importa sua fase.
E pra finalizar: música! Para deixar vocês com um gosto das próximas postagens desse especial, onde teremos uma opinião da Lorde (sim!!!), da blogueira da Nova Zelândia, Indy Yelich e do modelo que fez parte do clipe que define (para mim!) super a adolescência atual, Robert Laking de 'Royals'.
Perguntei pro Thalles se ele pudesse escolher uma música para definir a adolescência, a juventude atual. E ele escolheu nada mais, nada menos que THE CHEVIN!!!!
| Nothing lasts forever | Nada dura para sempre |
| Every empire has a rise and a fall | Cada Império tem uma subida e uma descida |
| If we could live forever | Se pudéssemos viver para sempre |
| It wouldn't make no sense at all | Não faria nenhum sentido em tudo |

