I WANNA ROB BITCHES!

by on domingo, 18 de agosto de 2013


O programado era uma resenha do filme e livro separadamente. Mas não deu, então vou tentar juntar os dois e vamos ver no que dá. Vai ficar confuso como uma conversa de quem acabou de sair da sala do cinema.

Bling Ring era o filme mais aguardado para mim, já tinha um breve conhecimento da história e saber que a Sofia Coppola resolveu criar um filme em cima dessa gangue de adolescentes que roubam casas de famosos só me deixou mais interessado ainda.

Peguei o livro uma semana antes de ir ver o filme e não esperava mergulhar tanto na fama x adolescência. O livro, escrito por Nancy Jo Sales, é uma coletânea de artigos sobre o que é esse monstro chamado 'Fama' e o que ele afeta nos jovens dos dias de hoje. A base de fato era os jovens que formavam a 'Bling Ring', mas o livro é MUITO mais que isso, me fez pensar não só neles, mas em tudo que a sociedade atual produz, o quanto o mercado quer induzir os jovens a quererem o estilo de vida de Paris, Lindsay e Britney. O quanto você está cercado a todo momento de coisas que manipulam sua mente e dizem 'Se você não é assim. You can't sit with us.'. É a televisão, é a internet, é a música, são os jornais, as revistas... é uma coisa alarmante. Como sobreviver a isso? Como educar um filho que mesmo sendo fã da Hannah Montana tem a imagem de que a fama é tudo?! Piorou se ele for fã da nova Miley Cyrus! Vocês já pararam para pensar nisso?! Eu pegava o livro para ler e a cada capítulo minha mente voava refletindo sobre cada questão relatada. Como vivemos a mercê dessas industrias de entretenimento que dão tapas na nossa cara a todo momento e nós só pegamos a pipoca e aceitamos. 

Sobre a 'Bling Ring', eles não são mais nada que jovens que foram educados na base do consumo, desde a escola já se ligavam que se sua bolsa não é Chanel, ah queridinha, pode dar meia volta que aqui você não se enturma. Na primeira vez que eu li sobre eles (algo bem rápido), imaginei um grupo de idiotas sem nexo algum que assaltavam as casas para vender as roupas e descolar uma graninha para a cocaína. Eu estava errado. Cada personagem presente naquele grupo tem uma personalidade incrível (mais um ponto para virar um filme!). Rachel e Alexis são as que mais me intrigaram (No total são 7, Diana, Jonathan, Alexis, Rachel, Nick, Courtney e Roy). A Rachel é tão manipuladora, conseguiu usar o frágil Nick e mesmo despertando seu lado mais inteligente ele ainda ficou nas mãos da garota que se vestia bem na escola. Enquanto Rachel manipula Nick, a Alexis manipula o mundo (ou tenta), usando seus artifícios espirituais, seu chorinho de novela das oito e agilidade da Paris Hilton negando que tem drogas no carro, ela foi a que descolou mais fama da gangue.


A questão que todo mundo se pergunta, é por que eles roubavam se eles eram ricos? A questão, como Nick diz, que para eles não eram roubos, eram compras, era vestir o quê aquela atriz usou na premiere de tal filme, era estar com a gargantilha que a Lohan usou quando foi vista saindo de um shopping. Com as roupas daquelas celebridades eles sentiam que estavam fazendo parte daquele mundo. Eles pareciam, agiam e agora se vestiam como artistas de Hollywood. E era um vício. Um vício incontrolável, quanto mais eles roubavam mais eles queriam! Chegavam a assaltar a mesma casa 4, 5 vezes! E eles entravam e vasculhavam de uma forma, que para as vítimas era mais do que uma assalto, parecia uma invasão a privacidade. Já imergidos na cultura da adoração, do estrelato, eles sabiam o ponto chave de cada artista. Onde atacar.

A fama virou uma religião? Em que ponto chegamos? 

Milhares de pontos que dariam um filme incrível. Eu já tinha mergulhado em tudo isso antes de ir ao cinema, então imaginem a minha expectativa! Era imensa! E confesso que esperava mais do filme. Mas não deixa de ser uma boa adaptação. De cara (no primeiro assalto!) você já pega uma câmera que parece te tornar parte daquela gangue, ótima escolha Sofia. Mas o que me deixou mais triste foi a desvalorização da personalidade de cada personagem, com o impulso dado pela Nacy, a Sofia poderia investir mais em mostrar o que cada um representa, teria tempo sim! Era só tirar aquelas pausas dramáticas que ela colocou sem nenhuma necessidade e focar em algo mais inteligente. 

Um dos melhores pontos do filme é onde a música intercala com a cena e seus pezinhos começam a sambar na sala do cinema. Já falei da trilha sonora aqui, mas realmente, preciso ressaltar o quanto ela ajudou o filme e deu um 'up' em algumas cenas. Principalmente a do começo, que foi uma das melhores! 

O posicionamento das cenas de roubos e das cenas de 'confessamento' deram mais ênfase na inocência de cada jovem, de como eles foram engolidos pela mídia e encurralados pela fama. Sofia brinca bastante com esse falso-documentário para engajar mais ainda que o filme é baseado em fatos reais. 

Sobre a atuação eu não tenho nada de mal a falar, meu medo era um foco na Emma que realmente não aconteceu, aliás, aconteceu sim! Mas não foi proposital, a Emma atuou tão bem que excluiu sem querer personagens que poderiam ter tido um foco maior. O personagem que digamos, é o principal, se chama Marc no filme (e Nick no livro), foi o quê eu mais estava ansioso para ver, tinha pesquisado um pouco sobre o Israel Broussard, o ator que deu vida a ele, mas não achei quase nada, mais um motivo para tamanha ansiedade. Eu achei razoável e no fim desnecessária tamanha ansiedade para um personagem tão fútil que é o Marc/Nick.

Não vou encerrar com o clichê 'O filme foi bom, mas não supera o livro!', porquê nesse caso não é a verdade, um complementa o outro, cada um trabalha uma visão que se entrelaçam no final. Bling Ring te tirará risadas e te deixará pensativo sobre um tema tão exposto e tão misterioso que é esse mundo que todos nós almejamos, não importa qual situação. 

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